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Candidatos pedem anulação de concurso em Diamantino após erros em questões

Cidade: Arenápolis
05/12/2018 às 13:49

Autor: Vinícius Bruno
Fonte: RDNews

Cerca de 50 candidatos que participaram do concurso público realizado pela Prefeitura de Diamantino (a 180 km de Cuiabá) no último domingo (1º) vão acionar o Ministério Público Estadual (MPE) para pedir anulação da prova. As reclamações consistem em supostas inconsistências entre o gabarito e as opções da prova, assim como falta de alternativas e problemas na organização do processo seletivo.

O ex-vereador Márcio Mendes (MDB) criou um grupo de Whatsapp para reunir os concurseiros que reclamam da prova e relata que já marcou audiência com a promotoria de justiça do município para pedir que o MPE ajuíze ação contra a prefeitura em detrimento da anulação da prova.

Além de questões consideradas inconsistentes pelo ex-vereador, que não fez a prova, mas disse que foi procurado pelos candidatos para ajudá-los na possível demanda judicial, Márcio aponta que houve falhas na fiscalização, com candidatos utilizando celular durante a prova, perguntas mal elaboradas e pacote do gabarito não lacrado.

 

Prova Diamantino

Uma das questões da prova do concurso realizado pela Prefeitura de Diamantino, em que Poconé aparece como não pertencente a região do Pantanal

A candidata Leonora Moreira Teixeira, 45, prestou o concurso para enfermagem e relata que não conseguiu concluir a prova em razão de transtornos durante a execução. Leonora também reclama que existia excesso de candidatos nas salas de aula onde ela fez a prova.

Entre os erros relatados estariam informações como a cidade de Poconé não pertencer ao bioma Pantanal, ou Ayrton Senna ter sido campeão do campeonato de Fórmula 1 em 1994, ano em que morreu.

O concurso foi realizado para o preenchimento de 61 vagas distribuídas em 35 cargos de nível fundamental, médio, técnico e ensino superior. Os salários variam de R$1.402,11 a R$10.388,87, com carga horária de trabalho entre 30 e 40 horas semanais.

 

Outro lado

A assessora jurídica da empresa Métodos Soluções Educacionais, que realizou o concurso, Aparecida Chiodi, esclarece que 2.560 mil candidatos realizaram a prova no último domingo, e que a banca já analisa as questões consideradas irregulares, que poderão ser anuladas.

Aparecida avalia que não considera motivo para anulação da prova os problemas relatados, e que todos os candidatos têm até hoje (5) para recorrer contra as questões consideradas irregulares. Quanto ao gabarito, Aparecida explica que não é definitivo e que valerá o resultado individual de cada candidato.

Em relação ao uso de celular, os fiscais identificaram apenas um candidato que teria tirado foto do gabarito, ainda em branco, mas que foi confecionado um boletim de ocorrência contra ele. Já os pacotes dos gabaritos abertos é, de acordo com a empresa, um procedimento comum em concursos públicos, sendo que o lacre é obrigatório após recolhimento dos gabaritos. 

A representante da Métodos aponta ainda que a empresa participou de pregão, que é considerado o modelo de licitação mais complexo, e que apresentou todos os atestados de capacidade técnica, além de ter oferecido o melhor preço do certame, que contou com a concorrência da UFMT, e que teria cobrado R$ 360 mil, enquanto que a empresa vencedora para a realização do concurso cobrou R$ 80 mil.

Nesta terça (04), a reportagem do  entrou em contato com a prefeitura de Diamantino, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.

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